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Entrevistas - 02.11.2018

Empresário, empreendedor e homem do mundo. O líder da Pelcor reforçou o estatuto de referência da marca, através de conceitos criativos e de qualidade estética e utilitária. A F Luxury Magazine conversou com o angolano Rui Tati sobre a sua missão de dar a conhecer a cortiça portuguesa nos quatro cantos do globo. 

 

O seu percurso profissional como empresário, atuando em diversos setores, fez-se essencialmente em Angola. O que o levou a olhar para outros mercados e, principalmente, a apostar e a investir na marca portuguesa Pelcor?

Independentemente de ser uma marca portuguesa, uma das minhas maiores motivações sempre foi o facto de a Pelcor inspirar-se numa matéria-prima sustentável, a cortiça, que nos permite criar e desenvolver produtos que podem ser utilizados em muitas vertentes no dia a dia das pessoas.

 

A cortiça é hoje considerada um produto de excelência. Consciencializar o grande público para a qualidade e a versatilidade desta matéria-prima continua a ser uma necessidade e uma preocupação?

A questão da consciencialização é, sem dúvida, o que mais me entusiasma, pois é uma parte do trabalho onde ainda há muito por se fazer e a Pelcor quer ser parte integrante na realização desta tarefa.

 

Tem apostado na ampliação dos produtos da Pelcor investindo continuamente na inovação. Exemplo disso mesmo é a parceria que estabeleceu com a Universidade de Évora, apoiando e promovendo a criatividade de jovens talentos. Podemos afirmar que a utilização da pele de cortiça é ilimitada? 

Sim, está correto. O intuito em relação a este tipo de parcerias é esse e, paralelamente, também o de promover esta matéria-prima junto das novas gerações de designers, dando-lhes a opção de desenvolverem a sua criatividade tendo em conta um fator de relevante importância: a sustentabilidade nas suas mais diversas vertentes. No entanto, a cortiça, não tem um uso ilimitado. Assim como qualquer outra matéria-prima natural, a cortiça tem as suas especificidades e deverá ser usada tendo-as em consideração.

 

Os produtos da Pelcor contêm um forte sentido estético e utilitário. Considera uma mais-valia relevante a cortiça ser uma matéria-prima sustentável e amiga do ambiente?

Claro que sim! É sem sombra de dúvida uma mais-valia. A cortiça, enquanto matéria-prima renovável, sustentável e amiga do ambiente, é o elemento diferenciador da Pelcor.

 

Todos os seus produtos podem ser adquiridos online, mas, em 2016, a Pelcor abriu uma loja em Lisboa, no Príncipe Real. Que impacto tem esse espaço para a promoção e distribuição da marca?

A marca já tinha uma loja em Lisboa, mas mudou a sua localização para o Príncipe Real, que é uma área mais comercial. Embora estejamos a apostar no e-commerce, através das lojas online para todo o mundo, termos esta FlagshipStore em Lisboa, onde, não só vendemos os nossos produtos, mas, principalmente, temos um contacto direto com os apreciadores da marca, a quem temos o privilégio de proporcionar no local uma experiência Pelcor, dando-lhes a conhecer a história por detrás de cada produto.

 

Para além de Portugal, a Pelcor aposta, sobretudo, na sua internacionalização. Quais são os mercados onde considera prioritário estar presente?

Para a Pelcor, todos os mercados são importantes. No entanto, a prioridade é, neste momento, fortalecer a nossa presença nas plataformas online e, através delas, podermos estar mais presentes nos mercados da Europa, Ásia, África e América.

 

Tem afirmado o desejo de crescer em mercados como o dos Estados Unidos da América e o da China, utilizando, preferencialmente, plataformas de compra e venda eletrónicas. Na sua opinião, o denominado e-commerce será o futuro?

Na minha modesta opinião, sim. Já se nota esta tendência nos maiores mercados do mundo e é algo que está a aumentar graças ao avanço das tecnologias informáticas e da comunicação.

 

No âmbito desta estratégia de internacionalização, a Pelcor escolheu o casal de apresentadores angolanos Stela Carvalho e Benvindo Magalhães para seus embaixadores. É a confirmação de que Angola é igualmente um mercado prioritário?

Angola é, naturalmente, um mercado ao qual tenho uma forte ligação, pois foi onde adquiri grande parte da minha experiência profissional. Porém, reconhecendo o potencial humano do povo angolano, a sua criatividade e talento, que fazem com que a sua cultura seja reconhecida em todo o mundo, a Pelcor vê Angola como um mercado potencial para a venda dos seus produtos e, também, como uma identidade que pretende transportar consigo pelo mundo.

 

É líder da Pelcor há mais de dois anos, reforçando, nesse período, o estatuto de referência da marca. Que balanço faz desta aventura ainda recente?

O balanço é positivo, mas ainda não alcançámos o que pretendemos. Criar uma marca leva tempo e é necessária muita dedicação para atingirmos o topo. Depois, é ainda preciso mais trabalho e dedicação para nos mantermos lá. Por isso, a tarefa é interminável. O importante é continuarmos a trabalhar, acreditando no potencial da marca e na sua capacidade para se reinventar continuamente.

 

Como perspetiva o futuro? Quais as metas que definiu e o que gostaria de ver ser alcançado, a longo prazo, pela Pelcor?

Acredito que o futuro resulta sempre dos esforços realizados no presente. Considerando que tudo está a ser feito para atingir determinados objetivos, estimo que a Pelcor consiga alcançar patamares acima daqueles em que atualmente se encontra. O objetivo da internacionalização da marca, com uma presença mais ativa e constante no mundo, é, com certeza, algo a ser alcançado a médio/longo prazo.

 

Divide o seu tempo entre a Cidade do Cabo (África do Sul), onde reside com a sua família, Luanda e Lisboa. Como é a coexistência entre o plano profissional e pessoal? Sente pertencer a algum local em particular ou é hoje o que normalmente se designa como “um homem do mundo”?

Se calhar tenho uma visão diferente em relação à expressão ‘’homem do mundo’’. Para mim, tudo se resume ao nível de adaptação de cada indivíduo aos hábitos e costumes dos diversos locais por onde passa. Devido à minha profissão, ao longo dos anos, fui sendo capaz de viajar pelo mundo e habituar-me a essa rotina. Viajo para executar o meu trabalho, mas, na verdade, só pertenço a um local: onde está a minha família.

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