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Entrevistas - 31.08.2018

Modelo, stylist e digital influencer, eleito o manequim mais bem vestido do mundo pela Vogue USA, é uma das personalidades mais conhecidas do nosso país. Em 2011 ganhou o Globo de Ouro de Melhor Modelo Masculino, tendo sido nomeado todos os anos até hoje, e participou em campanhas mundiais para as mais prestigiadas marcas. Mas ser modelo não é o que mais o define. Luís é um verdadeiro sucesso nas redes sociais, com quase 160 mil seguidores na sua conta do Instagram @luisborgesoficial. Fique a conhecê-lo melhor nesta entrevista.

 

Já realizou campanhas para Tommy Hilfiger, Paul Smith, Vera Wang e tantas outras marcas mundialmente reconhecidas. Qual foi, até agora, a campanha que o fez sentir mais realizado?

Sinceramente todas as campanhas são importantes para mim, cada uma à sua maneira, mas todas acrescentam algo ao meu portfólio.

A primeira campanha que fiz, a de Tommy Hilfiger foi sem dúvida aquela que fez com que os holofotes se virassem para mim e que me deu a conhecer às pessoas.

 

Como soube que a moda era aquilo que queria para a sua vida?

Acho que me fui apercebendo com o tempo, pois eu não tinha muita noção do que andava a fazer. Achava giro os desfiles, estar a fotografar com grandes fotógrafos mas na altura era muito ingénuo.

Comecei a levar a moda mais a sério depois de ter feito as minhas primeiras campanhas e de ter sido nomeado um dos melhores manequins do mundo pelo Models.com.

 

Ao longo da sua carreira, quais foram as maiores dificuldades que encontrou no mundo da moda?

Eu digo que tudo aconteceu muito rápido na minha carreira, que cheguei lá acima em 6 meses, mas o pior é mantermo-nos. As dificuldades aparecem sempre com o tempo, mas se fosse tudo fácil não tinha graça. Acho que o que mais me custou e ainda custa é ter de viajar sozinho tanto tempo.

Nem sempre temos amigos nas cidades em que vamos trabalhar e passar temporadas, e às vezes por mais que se tenha amigos sentimo-nos sós.

 

Tem algum criador de moda que tenha assumido uma importância especial no seu percurso?

Quando comecei, foi o Tommy Hilfiger sem dúvida alguma!  Fiz quatro campanhas para a sua marca e sempre me deu um grande destaque. O boom da minha carreira surgiu porque a minha cara estava por todo o lado.  É uma pessoa supergenerosa, acessível e humilde.

 

O que sente que trouxe de novo, e continua a trazer, ao mundo da moda masculina?

Fiz com que as pessoas não tivessem medo de "soltarem" a afro! Quando comecei não havia afros no mundo da moda internacional, penso que o facto de me assumir tal como sou, ajudou outras pessoas a gostarem mais de si. Eu percebia que os designers olhavam para o meu cabelo com um ar preocupado porque não sabiam o que fazer com ele para além do que viam.

Eu e o meu booker, Mário Oliveira, decidimos fazer umas fotos de tranças e outras em que o cabelo estava liso e apanhado para as pessoas perceberem que dava para fazer tudo.

Acho que continuo a trazer aquela dose de irreverência de que a moda precisa. Quebrar barreiras e ser fiel a mim mesmo é o que gosto de fazer. Temos que mostrar que somos seguros naquilo que fazemos, pois só assim nos vão levar a sério.

 

Vê-se como um exemplo para os novos modelos?

Cada pessoa tem a sua história e não somos de facto todos iguais. Eu gosto que a nova geração se possa inspirar pelo facto de eu ter ido atrás daquilo que queria, sem pensar se iria correr bem ou mal. É muito giro quando chegam ao pé de mim e dizem: "Um dia gostava de ser como tu!" Pois, mas para isso existe um trabalho por trás muito grande. Espero sinceramente que seja um exemplo positivo para os jovens que querem entrar neste mundo.

 

Como encara a nova geração?

Encaro com muita felicidade, isto porque acho que estão a aparecer manequins cheios de atitude e com histórias inspiradoras que nos dão valentes lições de vida. A diversidade está a invadir as capas das mais importantes revistas, campanhas...

O mundo da moda está de facto a mudar e isso é importante e positivo.

 

Tem algum ritual que faça antes de um trabalho importante?

Temos de estar sempre preparados para qualquer tipo de trabalho, por isso tenho os cuidados básicos com o corpo e rosto.  Beber muita água e dormir bem é fundamental!

 

Consideraria entrar no mundo do cinema ou da televisão?

Não! Acho que não tenho jeitinho nenhum para isso e eu quando decido fazer algo, gosto de fazê-lo bem.

 

Vê as redes sociais como uma ferramenta essencial e necessária de trabalho?

Cada vez mais as grandes marcas usam o Instagram para publicitar os seus produtos, e nós muitas vezes somos escolhidos para passar a palavra. Eu só falo de produtos em que acredito e com os quais me sinto confortável. Não gosto de fazer só porque sim. Por sua vez, é uma montra do nosso trabalho. Basta um clique para as pessoas verem o que fizemos ou andamos a fazer.

 

O que faz para manter a boa forma? Tem algum segredo de beleza que possa partilhar?

Faço ginásio com alguma regularidade e bebo muita água.

 

E quanto ao seu cabelo, tem algum cuidado específico?

O meu cabelo é a coisa mais fácil de tratar. Eu gosto que ele tenha este ar meio seco com rastas, ou seja o caracol não fica definido. Lavo-o com um bom champô e aplico uma máscara. Depois é só secar e já está... Fácil, não é?!

 

Relativamente ao futuro, quais são as suas principais projeções?

Sempre me vi a fazer algo relacionado com a Moda.

Comecei há cerca de 7 meses a fazer styling, que é uma área que eu gosto e em que podemos ser muito criativos. A minha primeira cliente foi a Ana Sofia Martins, que me lançou o desafio e nunca mais parei. Hoje em dia, para além da Ana Sofia, já visto a Kelly Bailey, o Lourenço Ortigão, a April Ivy e a Sara Sampaio quando vêm a Portugal.

Quero expandir o negócio, pois tenho tido muita procura, mas para isso tenho que ter uma equipa maior e um espaço próprio. Pois no futuro quero fazer personal shopping a pessoas que não sejam conhecidas e que precisem de ajuda em relação ao seu estilo de roupa. Ajudar a que se sintam bem com o corpo e a perceberem que existem imensas coisas que podem usar sem parecerem ridículas. Quero que elas se sintam bonitas por fora, mas por dentro também.

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