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Tendências / Desfiles - 26.10.2018

John Carlos Antonio Galliano-Guillén, estilista britânico de alta-costura, nasceu a 28 de novembro de 1960, em Gibraltar. Desde tenra idade, o criador viveu num mundo imerso de fantasia. Tal ambiente despertou em si um grande amor por têxteis e pela moda. Apesar de ter nascido em território britânico, teve uma educação tipicamente católica, por influência da mãe, que era espanhola. Esta influência viria mais tarde a marcar de forma determinante o estilo das roupas criadas por Galliano, onde o barroco está sempre muito presente.

Quando tinha seis anos, John e a família mudaram-se para Londres. Aí, prosseguiu os seus estudos, conseguindo entrar, aos 20 anos, no prestigiado St. Martins College of Art & Design, onde optou pela Moda inspirada na História. Em 1984, aos 24 anos, licenciou-se com distinção, tendo sido escolhido como o melhor aluno do seu ano. Apresentou uma coleção de oito fatos, inspirada na Revolução Francesa, de tão alto nível que foi imediatamente classificado pelos críticos como o novo génio. Os empresários do setor também ficaram deslumbrados e uma semana depois da apresentação do seu trabalho, a coleção foi comprada por uma prestigiada casa londrina.

Em 1985, apresentou o primeiro desfile em passerelle, com o tema "O Afeganistão rejeita os ideais ocidentais" e ficou confirmado de que era um talento em ascensão, apesar da sua excentricidade. No entanto, até ao final da década de 1980, viveu sempre com algumas dificuldades económicas, mesmo tendo ganho alguns prémios como aconteceu em 1987, quando foi eleito o estilista britânico do ano, feito que se repetiu em 1994, 1995 e 1997.

Em 1991, resolveu mudar-se para Paris e em meados da década de 1990, Galliano já era o estilista mais solicitado da capital francesa. Ainda assim, foi uma surpresa quando, em 1995, o presidente do Grupo LVMH (Louis Vuitton Möet Hennessy) anunciou que o britânico tinha sido escolhido para diretor criativo da Givenchy, tanto para pronto a vestir como para alta-costura, substituindo o fundador Hubert Givenchy. Tornou-se desta forma, o primeiro britânico a assumir o controlo criativo de uma conceituada casa de moda francesa.

Um ano depois, Galliano ascende dentro da LVMH para ocupar desta vez, o cargo de criador para a Christian Dior. A sua primeira criação foi um vestido reto e fluido em renda azul-marinho para Diana, princesa de Gales, que o usou durante a inauguração da exposição dos 50 anos da Maison Dior no Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque. Depois dessa brilhante criação, Galliano continua a criar coleções de alta-costura e prêt-à-porter, como o lendário “New Look”.

Os desfiles de Galliano tornaram-se numa das maiores atrações da moda parisiense, pois era possível ver manequins em trapézios, entre outras extravagâncias.

Em novembro de 1999, John Galliano torna-se o diretor artístico de todas as linhas femininas da Christian Dior. Em estreita colaboração com o fotógrafo inglês Nick Knight, John Galliano imagina campanhas publicitárias tão carnais quanto ardentes, que impulsionam a imagem da Dior para uma categoria de marca muito cobiçada. Dois anos mais tarde, Galliano passa a ser responsável pela imagem dos perfumes da Maison. A mistura única do estilo de Galliano, que combina moda urbana com glamour e audácia, era a opção ideal para a mulher Dior do terceiro milénio.

Porém, um infortúnio fez Galliano ficar fora do mercado a partir de março de 2011, quando foi demitido pela marca francesa, após ter sido apanhado bêbado a proferir frases antissemitas num bar parisiense. No mês seguinte, foi também demitido da sua casa de moda homónima. Durante esse período, Galliano fez reabilitação por causa de drogas e álcool, e mais tarde veio a público pedir desculpas pelos seus infelizes comentários. Nos dois anos seguintes, Galliano foi largamente evitado pelo mundo da moda, apesar de ter desenhado o vestido de noiva de Kate Moss. Em 2013, no entanto, colaborou na coleção de outono de Oscar de la Renta, graças a uma de suas maiores apoiantes, a editora da Vogue americana, Anna Wintour. A parceria durou apenas uma coleção – Galliano não queria viver nos Estados Unidos e sonhava com a sua volta triunfal a uma marca europeia de prestígio.

Quatro anos depois de mergulhar num inferno pessoal e profissional, Galliano retorna ao mundo da moda. O empresário Renzo Rosso, dono do grupo OTB (Only the Brave), que reúne as marcas Diesel, Viktor & Rolf, Marni e Martin Margiela, contratou Galliano para esta última, em 2015. A partir de então, a marca adotou o nome Maison Margiela, retirando o nome próprio do seu discreto fundador, que deixou a empresa em 2008, alegando não se adequar ao glamour do mundo da moda.

Até hoje, Galliano permanece, com sucesso, à frente da marca belga, tendo apresentado este ano o primeiro desfile de moda masculina para a coleção de primavera/verão 2019. E podem colocar de lado qualquer normalidade. As peças de Galliano sempre apresentaram alguma irreverência, com texturas tridimensionais, drapeados e assimetrias, mas também denotavam traços de uma alfaiataria impecável e elegante. Galliano sempre soube chocar, mas também vender.

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