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Entrevistas - 31.08.2018

É o manequim português que já conquistou artistas e o mercado internacional. Desde que participou em videoclipe ao lado de Jennifer Lopez e Ricky Martin, a sua carreira conheceu um fantástico impulso e passou a ser requisitado para trabalhos no mundo inteiro.  A F Magazine Luxury teve o prazer de conversar com o modelo que nos confidenciou não ter tido um percurso fácil, mas afirma sentir-se grato todos os dias.

 

1 - Iniciou o seu percurso na moda por sugestão das suas alunas de Pilates. Neste momento e tendo em conta a sua carreira, o que significa a moda para si?

R: Sim, é verdade, há momentos na nossa vida que marcam passagens importantes. No meu caso, o desafio criado pelas minhas alunas de Pilates foi o ponto de viragem para uma nova fase. Arrisco até a dizer que me sinto a viver uma outra vida. Na altura, não me apercebi da importância, era apenas um desafio, mas a verdade é que me apaixonei pelo que faço! Relativamente à moda, para mim é um momento de inspiração criado por designers, marcas e artistas que se transforma numa tendência com o apoio de pessoas influentes e/ou mediáticas. No entanto, ser modelo é para mim um estilo de vida, onde me exploro nas personagens que interpreto nas minhas sessões, onde me exploro no mundo por onde viajo, nas gentes que conheço, nas culturas que aprecio.

2- No começo contava ter tanto sucesso e pensava que iria ter uma carreira internacional?

R: No começo não sonhava com o que tem vindo a acontecer na minha carreira. Trabalhar para Dolce & Gabbana, Armani, Jennifer Lopez, Ricky Martin, entre tantos outros trabalhos do género, eram coisas quase de ficção. Sinto-me grato todos os dias pelas oportunidades, pelos profissionais que têm feito parte desta jornada, pelo calor, carinho e apoio que recebo de pessoas de todo o mundo.

3 - Com trabalhos em diversas partes do mundo, viaja muito. Quais os lugares que mais o marcaram?

R: Viajar já é quase uma rotina para mim, mas sinto-me sempre tão entusiasmado como se fosse a primeira vez. De todos os lugares para onde já viajei os que mais me marcaram foram Miami, Nova Iorque, Istambul, Peru e Bahamas, e por razões diversas, desde a cultura, o misticismo e a beleza.

4- Porque decidiu ir para os Estados Unidos? Miami é especial para si?

R: Decidi ir para os EUA em busca de melhores oportunidades. Miami foi logo o meu primeiro amor americano. O calor, o ritmo, a grandiosidade das coisas, o estilo de vida, a juventude daquela cidade não deixa ninguém indiferente.

5- Tem vontade ou planos para voltar?

R: É engraçado perguntar isso, pois ainda agora regressei de lá! Viajo constantemente para os EUA.

6- Como foi chegar até aqui? Encontrou muitas dificuldades pelo caminho?

R: Não foi fácil. No início, a inexperiência e a falta de condições são os obstáculos mais óbvios, mas rapidamente nos apercebemos que a solidão, o sacrifício, a constante necessidade de provarmos o nosso valor perante uma indústria onde a competição é constante, são as principais dificuldades nesta carreira. Tenho a certeza que o que me fez chegar até aqui foi mesmo o trabalho árduo, a disciplina e a dedicação. A sorte seria o 1% extra para complementar.

7- Geralmente, os modelos começam a trabalhar desde muito cedo. Na altura, achou que começar aos 22 anos era um problema?

R: Não, nunca achei nem senti que a idade me afetasse, acho que no caso dos homens a idade joga a seu favor se se cuidarem, como é obvio.

8- É inevitável mencionar os seus trabalhos com a Jennifer Lopez, Paulina Rubio, Ricky Martin e também Adriana Lima. Sente mais pressão ou nervosismo com personalidades tão reconhecidas?

R: Compreendo perfeitamente essa curiosidade (risos). Eu próprio pensei que fosse ficar nervoso, mas a verdade é que todos eles são de carne e osso, todos eles têm sonhos e medos à semelhança de qualquer ser humano, e talvez por sorte, todos eles foram, de uma forma ou de outra, extraordinários comigo desde o início, portanto nunca me senti nervoso, mas sim muito motivado em fazer um bom trabalho com cada um deles.

9- Vê as participações em produções e videoclips com tais estrelas internacionais como uma rampa de lançamento?

R: São, sem dúvida, produções mediáticas e de grande exposição internacional, e como tal, acrescentam valor e credibilidade ao meu portefólio. Estou grato por estes profissionais internacionais de renome confiarem no meu trabalho.

10- O que aprendeu com essas experiências? E com quem gostou mais de trabalhar até hoje?

R: O que aprendi? Ah, tanta, tanta coisa!

Por exemplo:

  • Que a humildade te leva longe, e cabe em todo o lado.
  • Que o mundo é uma ervilha.
  • Que ninguém é mais do que ninguém.
  • Que a espontaneidade e a verdade não têm preço.

Entre outras…

Com quem gostei mais de trabalhar até hoje? A verdade é que com todos!

11- Foi escolhido para o videoclipe da Jennifer Lopez pela própria quando estava a sair de uma praia. Considera que o fator sorte, a par do seu trabalho, também tem contribuído para a sua carreira?

R: Como referi antes, o fator sorte é o 1% complementar, que de facto existiu nesse episódio. Mas temos que perguntar o que me levou a estar ali naquele momento, aquela hora e a razão de ter sido escolhido. As respostas a essas perguntas levam-nos sempre aos três fatores que referi anteriormente: trabalho árduo, disciplina e dedicação.

12- E quanto às redes sociais? Tendo mais de 130 mil seguidores, acha que isso é também um fator importante?

Sim, de facto o meu perfil de Instagram @andrecostaac tem mais de 130 mil seguidores, aos quais estou sempre grato pelo apoio e carinho. Para além das vantagens óbvias em termos de exposição e mercado, o apoio e o carinho recebidos são um boost de energia e confiança. Estas mais de 130 mil pessoas em todo o mundo participam diariamente na minha vida e carreira, e de certa forma tornaram-se como a minha segunda família (risos) e uma extensão de mim e da minha carreira. Todos os que tenham boa energia e estejam interessados em fazer parte deste meu trajeto de carreira estão convidados a juntarem-se a esta já grande família. Vejo-vos em @andrecostaac!

13-Tem noção do sucesso que faz entre o público feminino? Como lida com essa exposição?

É sempre engraçado quando veem ter comigo na rua, sejam homens, mulheres, jovens ou até  idosos. Acho que, por mais seguidores que tenha no Instagram, nesses momentos sinto mesmo o reconhecimento pelo meu trabalho, pois é tudo muito pessoal e verdadeiro. Estou sempre disponível para quem quiser falar comigo, prometo ser simpático e sorrir para as selfies!

14- Pessoalmente, privou-se de algo em prol da sua vida profissional?

R: Sim, faz parte dos sacrifícios de que falei, deixar de estar com a família, passar aniversários e datas importantes longe dos que amo e dos amigos...

15- É natural de Bragança. Como é que lida com a distância do seu país e terra natal?

R: Eu já vivia em Albufeira desde os meus 11 anos, no entanto Bragança foi sem dúvida a cidade onde construi a maior parte da minha tábua de valores. Em relação a estar longe do meu país, custa sempre, pelas gentes, pela língua, pela cultura, pela comida, costumes, amigos e família. Mas sair da zona de conforto é algo inevitável e natural para quem procura expansão.

16- Dizem que as pessoas do Norte têm outra garra. Os valores que a sua família lhe passou foram cruciais para o seu sucesso?

R: Depois de ter saído de Portugal apercebi-me da razão do português ser tão bem falado no estrangeiro; a garra e a grandeza de espírito é algo que hoje associo a todos os portugueses. Sem dúvida que os valores que a minha família me passou foram cruciais para o meu sucesso, mas em igual proporção também o meu amor por eles. Eu dedico-lhes todo o meu sucesso, em momentos difíceis, aqueles mesmo muito difíceis, se não tivermos os nossos objetivos assentes em algo superior a nós, corremos o risco de desistir, mas nunca desistiremos de algo pelos que verdadeiramente amamos.

17- Inevitavelmente, deixou de estar menos tempo com a sua família. Como faz para não perder nenhum momento importante?

R: Agora tenho passado mais tempo em Portugal, mas antigamente falávamos bastante por telemóvel ou videochamada. Em casos mesmo urgentes, como já aconteceram, a distância não foi um problema, consegui estar sempre presente.

18- Nos seus tempos livres, o que é que mais gosta de fazer?

R: Sempre que tenho algum tempo livre adoro descobrir sítios novos, estar com a família e amigos, passear o meu cão, fazer desporto, devorar documentários.

19- Fazendo um balanço, como vê o seu percurso? Sente-se orgulhoso?

R: Fazendo um balanço, não foi um percurso fácil, mas com perseverança e dedicação fui alcançando e continuo a alcançar os meus sonhos. E sim… sinto-me orgulhoso.

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