Entrevistas - 03.07.2018

Considerado um dos melhores cirurgiões plásticos a nível internacional, Christopher Johnsson esteve à conversa com a F Luxury Magazine. Estudou com um dos melhores do mundo, já operou diversas figuras públicas e há dez anos que se mudou para Portugal. Atualmente, dá consultas e opera na Clínica da Beloura, em Sintra.

 

1- Trocou o Brasil por Portugal. O que o fez tomar essa decisão? E o que viu em Portugal para se tornar no seu país de eleição?

Há dez anos mudei-me com a minha mulher e os meus dois filhos para Portugal. Já naquela altura achei que em Portugal poderia crescer mais rapidamente em termos profissionais e ainda oferecer uma melhor qualidade de vida para a minha família.  Estou a falar de segurança, oportunidade de conhecer novas culturas, viajar... Portugal foi uma escolha natural, uma vez que já tinha muitas pacientes portuguesas que iam ao Brasil para serem operadas por mim.  E estando na Europa, com um ótimo clima, excelente comida e próximo de tantos outros países... Não foi uma decisão difícil!

 

2- Como foi adaptar-se ao ritmo português?

Existem, naturalmente, diferenças entre o Brasil e Portugal. Qualquer mudança requer algum tempo de adaptação, mas passado essa curta fase aprendemos a valorizar as coisas boas que existem neste país.  Acho que quando mudamos de país, nós é que nos devemos adaptar.

 

3- Na sua opinião, de que forma a aparência influencia a vida pessoal?

A aparência influencia completamente tanto a nossa vida pessoal quanto a profissional. Eu vejo isso praticamente todos os dias nas minhas pacientes.  O motivo que leva uma pessoa a procurar um cirurgião plástico é porque ela não está satisfeita com alguma parte do corpo, por exemplo as mamas.  Essa insatisfação é quase sempre acompanhada de uma baixa autoestima.  Após a cirurgia, e com o resultado obtido, é incrível observar como a autoestima melhora e, muitas vezes, a vida dessa pessoa muda para melhor.

 

4- Como é, para si, ser um dos médicos-cirurgiões mais requisitados a nível internacional?

(Risos) Já aprendi que, ao dedicar-me 100% à paciente que estou a atender ou a operar naquele momento, o sucesso é uma consequência natural.  O passa-a-palavra, mesmo nesta era das redes sociais, é para mim o melhor "marketing" que há.  Uma paciente feliz com o seu tratamento ou com a sua cirurgia vai mostrar a sua mudança aos familiares e amigos.  Muitos desses familiares e amigos moram noutros países e assim acabamos por ter pacientes de várias partes do mundo.

 

5- O que aprendeu de mais importante com o Professor Ivo Pitanguy?

Além de várias técnicas consagradas, aprendi que nunca devemos anular a esperança de uma pessoa que tem o desejo de melhorar algum aspeto físico, afinal, sentir-se bem com o seu corpo ou rosto não deve ser encarado como um desejo superficial.  As cirurgias plásticas não tratam somente dos corpos das pacientes..., mas também das suas almas.

 

6- Já operou diversas figuras públicas. Fica mais nervoso nessas situações?

De maneira nenhuma.  Assim que a pessoa está deitada na sala de operações, são todas iguais.  Todas merecem tratamento VIP.   Fazemos um planeamento prévio da cirurgia onde conversamos com a paciente sobre o resultado possível.  Assim, na hora da cirurgia, basta seguir o plano.

 

7- Considera o paciente português mais exigente com a sua imagem?

Os portugueses têm vindo a preocupar-se cada vez mais com a imagem, mas acho que nunca com exageros, o que é importante. 

 

8- A partir de que idade aconselha começar a fazer procedimentos estéticos? E quais?

Sabemos através de vários estudos que a partir dos 30 anos começamos a produzir menos colagénio e elastina, que são importantes para a firmeza da nossa pele.  A gravidade também não perdoa...  O fumo, erros alimentares e o sedentarismo também contribuem para um envelhecimento precoce.  Os procedimentos estéticos devem ser encarados como uma forma preventiva para combatermos o envelhecimento.  A partir dos 30 anos é a altura ideal para iniciarmos o Botox e os "fillers" como o Restylane.  Mas procurando sempre um resultado natural, nada de exageros.  Muitas vezes menos é mais!

 

9- Visto que o verão é uma época em que as pessoas se preocupam mais com a imagem, quais são os tratamentos que aconselha para essa época?

Sem dúvida que é durante o verão que estamos com os nossos corpos mais expostos.  É um facto que nos meses que antecedem o verão os ginásios estão mais cheios...  Caso pense em remover aquelas gordurinhas resistentes que não desaparecem apesar do exercício físico, deve ter em mente que após uma lipoaspiração é preciso aguardar entre 1 a 2 meses para se expor ao sol, sem esquecer do protetor ecrã total sobre as cicatrizes.  O mesmo se aplica noutras cirurgias como as mamárias e as abdominoplastias.  Já os procedimentos estéticos não cirúrgicos como o Botox, os preenchimentos, os tratamentos de PRP (plasma rico em plaquetas), podem ser feitos em qualquer altura.

 

10- Nem todos os procedimentos estéticos correm bem… De que forma o paciente se pode prevenir?

É importante que o paciente faça uma pesquisa antes de se submeter a um procedimento cirúrgico.  Se for preciso, ouça opiniões de diferentes profissionais, e caso tenha uma indicação de uma paciente que já fez uma cirurgia e está feliz, procure o mesmo cirurgião.

 

11- E o que recomenda a quem tem receio de se submeter a uma cirurgia?

Só nos devemos submeter a uma cirurgia estética caso alguma coisa nos incomode a nós próprios, e nunca porque queremos agradar ou tentar recuperar uma pessoa que provavelmente não voltará mesmo que a cirurgia seja um sucesso...  É importante discutir os riscos versus benefícios com o cirurgião antes de tomar uma decisão.

 

12- Ser marido, pai e médico é um grande desafio. Como faz para conciliar a vida pessoal com a vida profissional? 

É um privilégio podermos fazer aquilo que amamos... Eu amo o que faço e por isso não é um sacrifício acordar cedo todos os dias para ir para a clínica.  Estar com as pessoas que mais amo, que são a minha mulher e os meus filhos é sempre um prazer! Acho que o segredo é saber aproveitar ao máximo os momentos em que estamos com as pessoas.  A qualidade do tempo que passamos juntos é mais importante do que a quantidade.  Os fins de semana e os feriados são dedicados à família.

 

13- Considera-se realizado a nível profissional? Tem mais objetivos para concretizar?

Considero-me realizado, uma vez que a minha agenda está sempre cheia, mas gosto sempre de ter um desafio pela frente.  Hoje em dia se estamos parados, estamos na verdade a ficar para trás.  Há poucos meses validei o meu diploma no Reino Unido onde tenho ido uma vez por mês atender pacientes em Londres.  O meu objetivo é manter as minhas pacientes em Portugal, mas também estabelecer-me lá, onde tenho uma filha a estudar no segundo ano de Jornalismo.

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