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Entrevistas - 30.06.2017

Ingressou no mundo do jornalismo ao estagiar no jornal Diário de Notícias. Um ano depois, em 1999, outro estágio abriu-lhe as portas da SIC, onde ganhou destaque como um dos apresentadores mais conhecidos pelo público português. Em 2012 decide regressar a Angola e, 5 anos depois, é unanimemente considerado o melhor apresentador de entretenimento, pelo público angolano e pela crítica. Chama ao "seu" Zap News “o maior espetáculo da televisão angolana". Nós chamamo-lo “Sr. Entretenimento”. Multifacetado, não há nada que o pare. A tudo isto, junta-se uma sólida e bem-sucedida carreira na música.

Veio viver para Portugal quando ainda era adolescente. Mas vive em Angola desde 2011. Que valores levou de Portugal para Angola?

Levei para Angola os mesmos valores com que sempre cresci. A diferença é que voltei um homem maduro e diferente do adolescente que, um dia, aterrou em Portugal. Como digo: Angola moldou a criança e o pré-adolescente, Portugal o adolescente e o adulto.

É a prova viva de que o talento fala por si, e não o apelido. Qual é o balanço que faz da sua vida profissional?

Tenho uma vida profissional recheada de momentos únicos. Tive a sorte de ter na SIC a maior escola, onde nunca me senti "mais um" e onde vi sempre o meu trabalho ser valorizado. Tive as melhores oportunidades e, até hoje, sou muito grato a essa história. Na Zap, onde estou hoje, tive e tenho à mesma confiança por parte da Direção, que me convidou para o projeto, e das pessoas a quem levo a minha experiência e de quem também bebo. Ainda estou longe do que pretendo, mas é um caminho sólido e feliz. Sou muito grato a Deus por tudo o que me aconteceu e acontece.

Quais são os seus role models, tanto do mundo da música, como do jornalismo?

Na música, gosto de muitos artistas. Sofro influências que vão de Bonga a André e Ruy Mingas, de Ivete Sangalo a LutherVandross, de Amália Rodrigues a LokuaKanza. Sou muito eclético. Na televisão, os meus ídolos são Oprah, Ellen Degeneres, Jimmy Fallon, Ernesto Bartolomeu, Luciano Huck... A lista é mais restrita (risos).

Sendo visto como uma das figuras mais influentes da televisão angolana, quais são as qualidades ou características pelas quais mais deseja ser reconhecido, fruto do seu trabalho?

Desejo que seja sempre o meu trabalho o foco de toda a consideração. Já tenho toda a atenção necessária para existir como figura pública ou de interesse. Prefiro que a atenção seja sempre direcionada para o que faço e não para quem sou ou deixo de ser.

Divide o seu tempo entre duas carreiras: a da música e a da televisão. O stress, a correria e a exigência dos trabalhos são elementos diários que desafiam a sua rotina ou nem por isso?

Gosto do stress e da adrenalina. E de desafios à minha rotina. Quanto maiores melhores, quanto mais algo me assusta mais o quero fazer. Gosto de caminhos não percorridos. De ser o primeiro.

Se tivesse de escolher entre a carreira musical e a de apresentador o que escolheria?

Não escolheria. A minha paixão é igual pela televisão e pela música. E não me importo de, muitas vezes, pagar um preço por isso. Quem não conseguir entender, lamento.

Do que tem mais saudades da televisão portuguesa?

Sinto saudades de pessoas. Das centenas de profissionais que fizeram parte da minha rotina profissional e que me ensinaram tudo o que sei. Tenho saudades do Emídio Rangel, nunca consegui agradecer-lhe o suficiente por tudo o que fez por mim. Do Manuel Fonseca, que sempre foi um Senhor comigo. Do Ricardo Espírito Santo e da Cristina Boavida, que me deram a primeira oportunidade de ser ator. Do Francisco Penim, que me deu a maior das oportunidades, ao bater-se para eu substituir temporariamente a Fátima Lopes. Da própria Fátima Lopes, de quem sempre gostei muito e que tanto me ensinou. Da minha amiga Maya, do Serginho, do Cláudio Ramos... enfim. Tantas pessoas. Do ManoloBello e de toda a equipa da Comunicasom... foram os meus melhores anos.

Como descreveria o seu percurso musical até agora?

O meu percurso musical tem os seus momentos. Nunca foi um percurso coeso -culpa, sempre, da televisão- ou consistente. Curiosamente, sem muito trabalho da minha parte, as músicas sempre venceram a minha preguiça e fizeram o seu percurso. Deveria ter feito um pouco mais, sim, mas nada está perdido (risos).

Já conta com mais de 40 participações com artistas musicais. Com quem gostaria de trabalhar neste momento?

Neste momento, tenho mesmo é de tirar o novo CD e voltar ao palco, essa é a exigência minha e a do público que gosta da minha música. Mas sendo objetivo: Tito Paris, Lokua Kanza, TotySa'Med e Ana Moura são artistas com quem quero muito trabalhar.

Já cantou muitos estilos musicais, desde semba, zouk, gospel, r&b/ hip-hop a “Muxima”. Qual destes estilos mais lhe toca no coração?

Todos tocam, caso contrário não os teria gravado. Mas semba, fado e gospel tocam numa parte da minha alma de uma forma que não sei explicar.

Se pudesse levar Angola para as bocas do mundo, o que levaria?

Levo sempre o que, creio, ser o melhor dos angolanos: a capacidade de sorrir, mesmo na dificuldade. E a perseverança, de acreditar sempre que amanhã será melhor.

É filho de Lopo do Nascimento, antigo primeiro-ministro do Governo de Transição da MPLA. Segue a mesma visão política do seu pai ou distancia-se disso?

Não tenho qualquer pretensão política e espero ser deixado em paz quanto a isso. Mas jamais poderei chegar aos calcanhares do meu pai, pois a sua história pessoal e política suplanta a minha a todos os níveis. Estou fora. Nem sou tão inteligente, nem tenho a capacidade necessária (risos).

Longe do olhar público, o que mais gosta de fazer?

Ler, ver noticiários da CNN, ver séries e filmes na televisão e, obviamente, ouvir música. E adoro cinema.

Que ambições deseja alcançar num futuro próximo?

"Não fales do que pretendes... há sempre uma fila de preguiçosos à espera duma oportunidade".

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