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Entrevistas - 30.06.2017

Fátima Lopes, um nome bem conhecido e incontornável das televisões portuguesas. Cedo, tornou-se um dos rostos principais da SIC, estreando-se na apresentação com “Perdoa-me”, em 1994. Seguiram-se muitos outros programas… Passados 16 anos, deixa o canal de Carnaxide para ingressar na TVI, onde ainda apresenta “A tarde é sua”, um programa líder de audiências desde a sua estreia, em 2011. Paralelamente, e desde fevereiro último, apresenta, semanalmente e na TVI24, o "Amor em Tempo de Crise", juntamente com o psicólogo Eduardo Sá. Distinguida pela Casa da Imprensa como "Melhor Apresentadora de Entretenimento”, imparável e sempre motivada, Fátima Lopes prossegue pelos caminhos do sucesso…

1. Passou parte da sua infância em Moçambique. Que influência esses anos tiveram na construção da sua personalidade?

Foi uma das fases mais bonitas da minha vida, em que tinha liberdade total. Não havia preconceitos de forma alguma e as pessoas viviam a vida com toda a simplicidade, baseando-se em valores de solidariedade e tolerância. Não havia muita coisa para fazer além de ir à escola, estar com os amigos e a minha família e brincar na rua. Brinquei muito na rua e aproveitei o tempo da minha infância ao máximo. Sempre livre. Isso foi um ensinamento que levei para a vida. Guardo as recordações de Moçambique com muito carinho. Foram 3 anos muito felizes da minha vida e que tiveram uma influência decisiva na construção da minha personalidade e da pessoa que sou hoje.

2. Uma carreira na televisão fazia parte dos seus planos, quando começou a estudar Comunicação Social?

Não fazia parte dos meus planos iniciais. Tinha a ambição de ser jornalista, mas acabei por me apaixonar pelo marketing e pela publicidade, áreas que ainda hoje adoro e que continuo a trabalhar com várias empresas. A questão da televisão surgiu ainda nas aulas, porque tínhamos essa disciplina, mas honestamente não me entusiasmou. Eu achava piada era estar em frente às câmaras, mas achava que aí não teria qualquer hipótese e, por isso, deixei essa possibilidade de lado. Já foi a trabalhar numa empresa que tinha a SIC como cliente e eu era a Account Manager dessa conta, que fui chamada para um casting. Não queria acreditar, porque na verdade mexia-me bem nos bastidores da televisão, trabalhando com os apresentadores, mas não tinha qualquer experiência como apresentadora. A verdade é que fiz o casting para o programa "Perdoa-me” e fui selecionada. Passaram-se quase 23 anos e aqui estou feliz, no mundo da televisão. 

3. Entra na casa dos portugueses há 23 anos. Quais foram os principais ensinamentos que a televisão lhe deu?

Ensinou-me muito do que sou hoje. O facto de fazer programas diários há muitos anos, ouvindo testemunhos na primeira pessoa, tendo um contacto muito próximo com as pessoas, com as suas vivências, partilhando as suas alegrias e tristezas, deu-me uma noção de vida incrível. Vivo com os pés bem assentes no chão, conheço bem as pessoas e isso é uma riqueza imensa.

4. Começou em 1994, no “Perdoa-me”, depois no “All You Need Is Love”, e tem sido uma escalada até hoje. Como vê a sua evolução profissional e qual foi o momento mais alto da sua carreira?

A minha evolução tem sido sempre gradual, mas muito sustentada. Nunca dou um passo maior do que a perna. Prefiro ir mais devagar, mas com segurança. Não acho que já tive o momento mais alto da minha carreira. Acho que já vivi muitos momentos especiais, que me marcaram de forma única, mas sei e acredito que muitos outros ainda estão para vir.

5. Que profissionais mais admira?

O Júlio Isidro, que para mim continua a ser um mestre, alguém que nos ensina cada vez que comunica. O Manuel Luís Goucha, que consegue provar a cada novo desafio, que só com muita preparação, rigor, profissionalismo e alma, se faz um trabalho distinto. Vejo muito o seu trabalho, para melhorar o meu. A Cristina Ferreira, que alia uma excelente preparação a uma liberdade e frescura notáveis. Sou fã assumida dos três.

6. Lançou no ano passado o blog Simply Flow. O que significa ter um projeto só seu?

O projeto não é uma coisa umbiguista, de "agora isto é só meu".A plataforma Simply Flow surgiu com o objetivo de partilhar o meu estilo de vida, a minha visão de uma vida equilibrada e saudável. É uma plataforma que conta com conteúdos da minha autoria, mas também de vários especialistas que são quem me acompanha no meu dia-a-dia nas mais diversas áreas. Nutrição clínica, quiroprática, osteopatia, yoga, caminhadas, psicologia de alta performance, nutrição de alta performance, medicina geral e familiar, desenvolvimento espiritual, entre outras. São as ferramentas dadas pelos meus especialistas que me levam ao equilíbrio e bem-estar, tanto a nível físico como emocional.

Para mim, este projeto significa a partilha de experiências e a oportunidade de fazer diferente com a nossa saúde e a nossa vida. É por isso que se torna de todos e não apenas meu.

Porque não mudar o paradigma? Porque não falar mais de prevenção em vez de doença? O assunto “doença” é mais do que badalado, por isso procuro divulgar os mecanismos diários que uma pessoa pode implementar para ter uma mente e um corpo sãos.

7. De onde surgiu este interesse pela saúde e bem-estar?

Vem dos meus tempos de atleta de competição. Quando nos sentimos bem e felizes, como me senti em todos os anos que treinei diariamente para as competições, não queremos deixar depois que o corpo nos domine e entre numa roda-viva. Sabemos que nos podemos disciplinar e pôr tudo a funcionar no sentido do equilíbrio e da saúde. Então, porquê hesitar? Para mim, o tema da saúde e bem-estar é muito mais do que uma área da vida, é um pilar. Por essa razão faço questão de não prescindir de uma alimentação saudável, da prática do yoga, das meditações, das visitas regulares ao meu Quiroprata e à minha Osteopata, e por aí adiante. É tão importante quanto isto, é ter um tempinho só para mim.

8. O reconhecimento público influencia a vida de mãe?

Não tanto o reconhecimento público, mas sim o tempo disponível para acompanhar a vida dos filhos. Faço tudo para ser uma mãe presente e para mim, tempo em família significa realmente aproveitar cada minuto, sem trabalho, sem telefones e sem email. Ser mãe é uma das maiores responsabilidades que se pode ter na vida, pois os nossos exemplos, valores e formas de fazer o nosso caminho, influenciam a personalidade dos nossos filhos e muitas vezes as escolhas que vão fazer.

O reconhecimento público faz parte da minha profissão e levo isso com muita naturalidade, porque gosto de sentir que as pessoas ficam felizes com o meu trabalho. A vida de mãe não é influenciada por isto, no sentido em que separo o trabalho daqueles que amo e procuro viver a nossa história em vez da dos outros.

9. Que valores seus vê nos seus dois filhos?

A solidariedade, a atenção ao outro, a sensibilidade, a honestidade e o poder de se expressarem sobre o que sentem.

10. Dizem que idade é sinónimo de sabedoria. Que outros sinónimos lhe atribui?

É sabedoria, é experiência, é maturidade, é beleza, é luz.

11. Que cuidados de beleza não dispensa?

Alimentação saudável, exercício físico e meditação são as grandes ferramentas diárias das quais não prescindo. São cuidados de beleza para o corpo e para a mente, exatamente porque ser bonita não depende apenas da imagem, mas também da nossa energia e da nossa luz. E por isso faço tudo para me sentir equilibrada e bem, por dentro e por fora.

12. Lançou seis livros, tem um blog e apresenta um programa de televisão líder de audiências. O que ainda lhe falta fazer?

Milhões de coisas. Graças a Deus, sou muito sonhadora e estou sempre a pensar em projetos novos. Agora, estou a dedicar-me cada vez a dar e/ou moderar palestras para empresas. É uma experiência maravilhosa e muito enriquecedora, que se tem revelado muito gratificante.

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