Entrevistas - 24.06.2017

Pedro Godinho introduziu o andebol na sua vida desde muito cedo, quando jogava no desporto escolar. Passou rapidamente, com o seu remate forte, para as equipas federadas, tendo passado pelo “1º de Agosto” e terminado a sua carreira como jogador no “Petro de Luanda”. O seu contributo para a modalidade estava longe de terminar… Em 2008, foi eleito presidente da Federação Angolana de Andebol, atualmente a mais titulada do país, e oito anos passados, mantém o cargo até hoje, tendo acabado de ser reeleito para mais um mandato de 4 anos. Acumula os títulos de vice-presidente da Confederação Angolana de Andebol e é membro do Comité de Organização de Competições de África e da Federação Internacional de Andebol.

Começou cedo a praticar andebol, tendo passado por clubes federados e fechado carreira no “Petro de Luanda”. Que memórias guarda dessa altura?

R- Naturalmente, o mais marcante terá sido o facto de ter que cumprir o serviço militar obrigatório num país em guerra. Por ser um bom executante fui protegido pelo Clube Militar, o que me permitiu cumprir dez anos de serviço militar sem ter corrido grandes riscos de vida. E o facto de em doze campeonatos nacionais ter sido campeão por nove vezes.

Preside, neste momento, a Federação mais titulada do país. O que faz do andebol um desporto tão amado pelos angolanos?

Por via das grandes conquistas, o número de praticantes foi aumentando, fazendo do Andebol a segunda modalidade em praticantes federados. Como disse, a partir do momento que se começou a conquistar títulos continentais, a modalidade tornou-se a mais popular, principalmente junto do sector feminino.

Como presidente da Federação Angolana de Andebol (FAAND) há 8 anos, que balanço faz deste seu percurso?

Excelente! Melhorou-se a regularidade de competições, recuperou-se o titulo perdido, melhorou-se a prestação nos Jogos Olímpicos, o número de árbitros continentais subiu, a modalidade pratica-se em 16 das 18 províncias e aumentou, ainda, o número de atletas federados. Por tudo isto, o balanço é francamente positivo.

Enquanto presidente da FAAND, tem tido como objetivos a realização de mais campeonatos regionais, a manutenção dos títulos continentais e a aproximação de clubes e associações. Como tem conseguido realizá-los? O que lhe falta fazer?

O que falta realmente é arrancar, de forma decisiva, com a competição regional para colmatar o baixo número de jogos ao longo do ano.

O andebol angolano vive momentos de glória, sobretudo no que diz respeito à prestação da equipa de andebol feminina. Chegaram pela primeira vez aos quartos de final nos Jogos Olímpicos. O que sentiu quando soube desta vitória?

Dividido, entre a alegria de ser a primeira Equipa Não Europeia a chegar aos quartos de final, e a amargura por perceber que se tivéssemos mais contactos internacionais ao longo da olimpíada poderíamos aproximar-nos maisdas medalhas.

Por que razão as equipas femininas de andebol angolanas se destacam mais relativamente às equipas masculinas?

Simplesmente, porque as equipas do Magrebe, com exceção da Tunísia, dão mais atenção ao sector masculino, o que os torna muito fortes por via da liga mediterrânea eda liga árabe. Acrescido ao facto de terem muitos profissionais na europa e nós não termos nenhuns. Então, é sempre uma grande luta estar entre os quatro primeiros do continente, o que já é aceitável.

Como olha para o andebol angolano inserido no panorama do desporto mundial no futuro?

Sinceramente, enquanto não tivermos atletas a jogar como profissionais na europa ou estarmos em mais torneios, não teremos hipóteses de subir muito mais. Porque a única coisa que não temos em relação aos nossos adversários é o número de jogos, em grande ritmo, que eles têm.

Para além de presidente da FAAND, acumula outros cargos relacionados com a modalidade. Sobra-lhe tempo para outras atividades? Quais?

Sou vice-presidente da Confederação Africana de Andebol e também diretor nacional olímpico, ou seja, formador de dirigentes desportivos. Mas como o associativismo não é remunerado, obrigo-me a manter uma atividade profissional fora do desporto.

 

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