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Tendências / Desfiles - 28.05.2018

Christian Dior nasceu em Granville, uma zona balnear conhecida como o “Mónaco do Norte de França”, a 21 de janeiro de 1905. Pertencendo à alta burguesia, Christian Dior teve uma infância tranquila. Desde cedo revelou interesse pela arte, nomeadamente a pintura, mas por imposição do pai, que queria que ele seguisse a carreira diplomática, rumou a Paris onde estudou Relações Internacionais. Terminado o curso, viajou pela Europa. De regresso a França, abriu uma Galeria de Arte em sociedade com o amigo Jacques Bonjean, onde vendeu obras de vários artistas emergentes, incluindo Pablo Picasso.
Em 1935 recebe um convite para desenhar croquis para a secção de Alta Costura do jornal parisiense Figaro Illustré. O sucesso dos desenhos dos seus chapéus fez com que começasse a desenhar croquis de roupas e acessórios para várias maisons de Paris até que em 1938 deu o grande passo no universo da Alta Costura ao tornar-se assistente do estilista suíço Robert Piquet.
Em 1939 Dior foi chamado a servir na II Guerra Mundial e dois anos depois foi trabalhar para a maison do estilista francês Lucien Lelong, onde conheceu Pierre Balmain com quem criou várias coleções entre 1941 e 1946.
Com 41 anos, Dior sonhava criar a sua própria maison. Supersticioso desde pequeno, acreditava no significado dos sinais que a vida lhe dava e que o seu próprio destino lhe reservava grandes feitos, motivo que o fez recusar o convite para assumir a direção criativa da maison Philippe et Gaston e criar a sua própria marca. “O acaso sempre vem ao socorro das pessoas que desejam muito alguma coisa“, escreveu Dior nas suas memórias. Com a ajuda financeira de Marcel Boussac, magnata dos tecidos, criou a sua própria maison a 16 de dezembro de 1946. A Casa Mãe mantém-se até hoje no emblemático número 30 da Avenue Montaigne, em Paris.
“Corolle” foi a primeira coleção feminina apresentada pela marca a 12 de fevereiro de 1947, causando uma revolução na moda pelo luxo e elegância das peças. Durante a apresentação, Carmel Snow, jornalista da conceituada revista americana Harper’s Bazaar exclamou: “This is a new look!”, o que fez com que “Corolle” passasse a ser conhecida por New Look. O novo conceito de moda, luxuoso e extravagante mudou o paradigma da moda que se fazia na altura devido às restrições causadas pela guerra. A sociedade e, sobretudo, as mulheres ansiavam voltar à elegância de outros tempos, e Dior trouxe-lhes isso com uma mestria única.
O icónico “Tailleur Bar” tornou-se o símbolo máximo do New Look – um casaquinho de seda bege, de cintura bem marcada, com ombros naturais e uma ampla saia preta plissada quase pela altura do tornozelo. Luvas pretas, sapatos de salto alto e um imponente chapéu completavam o conjunto, de forma irrepreensível. O New Look era feito de extravagância e exagero: vestidos tradicionalmente feitos com 5 metros de tecido, usavam agora 40 metros. Apesar das críticas, pela grande quantidade de tecido usado em cada modelo, as suas roupas foram copiadas em diversas partes do mundo e as senhoras da alta sociedade e figuras públicas começaram a comparecer aos bailes vestindo Dior.

28 de maio de 2018

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