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Health - 09.12.2016

Conhecida também por medicina preventiva, a medicina «anti-aging» é mais do que a prevenção de rugas e flacidez ou o rejuvenescimento do rosto e do corpo… Falamos de uma área da medicina que engloba todas as especialidades médicas (e não só), que promovem o equilíbrio do organismo. Pois é nesse equilíbrio que está a «chave» para vivermos mais anos com beleza, saúde e qualidade.

Retardar o envelhecimento e prolongar os anos de vida… Foi com este objetivo que surgiu a medicina «anti-aging» ou medicina preventiva. Embora seja comummente associada à medicina estética, esta é apenas uma das áreas que integra. Através de uma abordagem integral, os especialistas em «anti-aging» analisam todos os fatores que contribuem para o envelhecimento prematuro e atuam na sua prevenção, o mais precocemente possível.

Antes de todos os tratamentos estéticos que ajudam a retardar os sinais da idade, é a alimentação que seguimos ao longo da vida, bem como o nosso estilo de vida, mais ou menos sedentário, com mais ou menos stress, que determina a nossa aparência e a nossa saúde. A medicina «anti-aging» antecipa as doenças mais comuns, rejuvenesce-nos desde o interior e regenera-nos por dentro e por fora…

Uma primeira consulta deverá ser agendada por volta dos 35 anos. «É, geralmente, a partir desta idade que começam a surgir as primeiras alterações no organismo, decorrentes do envelhecimento, que condicionam mudanças hormonais», refere Paula Vasconcelos, médica especialista em «anti-aging». Com o avançar da idade, deixamos de produzir a mesma quantidade de hormonas e essa descida hormonal rapidamente se reflete no nosso corpo, estado de saúde e bem-estar. «Começamos a sentir mais dificuldade no controlo do peso, menos energia, menor capacidade de resistência ao stress e o sono deixa de ser suficientemente reparador», descreve Mariana Morais, especialista em medicina estética e«anti-aging». Todas estas alterações são sinais aos quais devemos estar atentos, se quisermos atuar precocemente.

 

A importância de uma avaliação detalhada

Numa primeira consulta de medicina «anti-aging» é realizado um diagnóstico que inclui a história clínica do paciente, o exame físico comum a qualquer outra consulta médica de rotina, a avaliação do aparelho cardiovascular, alguns exames de imagem como ecografias renais, abdominais e do aparelho reprodutor, e, por fim, a realização dos testes «anti-aging» que permitem chegar ao perfil hormonal e bioquímico de cada pessoa. Esta avaliação detalhada permite traçar um plano de prevenção altamente personalizado.

A nutrição, por exemplo, deve ser individualizada ao máximo, considerando as carências nutricionais de cada pessoa. «Não basta olharmos para a composição nutricional dos alimentos de uma forma isolada e para o número de calorias que cada refeição aporta, é fundamental adequar a dieta às necessidades de cada pessoa», frisa a especialista Paula Vasconcelos.

A nutrição funcional faz parte integrante dos planos de medicina «anti-aging» e foca precisamente a individualização da dieta. «Com base nos dados recolhidos pelas análises efetuadas na consulta de «anti-aging», definimos um plano alimentar personalizado, adequado ao atual estado de saúde da pessoa. O objetivo é conseguir o equilíbrio efetivo do organismo e não só a perda de peso», explica Andreia Revez, nutricionista. O exercício físico também deve ser efetuado de acordo com o estilo de vida e preferência de cada pessoa. «O exercício deve fazer parte do nosso dia a dia como algo que traz bem-estar e não como uma exigência que ainda vai gerar mais stress e deixar-nos mais angustiados», elucida Paula Vasconcelos.

Outra área predominante na medicina «anti-aging» é a reposição hormonal ou a modulação hormonal bioidêntica, que permite repor as hormonas que o organismo deixa de produzir com a idade.
«As hormonas são cruciais para todas as funções do nosso corpo, mas na verdade, no ambiente que hoje em dia vivemos, e particularmente à medida que envelhecemos, raramente o nosso corpo tem os níveis ótimos de hormonas», alerta Mariana Morais.A análise hormonal e o seu reequilíbrio permitem, assim, restaurar os níveis hormonais adequados, de forma a recuperar a energia, a capacidade de resistir ao stress do dia a dia, mas também a corrigir os sinais externos do envelhecimento. De acordo com esta especialista «os resultados dos tratamentos de medicina estética são mais duradouros e naturais nos pacientes que fazem este reequilíbrio interno».

 

Os aliados do envelhecimento menos conhecidos

Além da alimentação desequilibrada, do sedentarismo e do stress emocional, que também deverá ser combatido através de técnicas de gestão de stress e autoconhecimento, existem outros fatores que contribuem para o envelhecimento prematuro, menos conhecidos e muito ignorados. Falamos da toxicidade presente no ambiente que nos rodeia. «Vivemos num planeta que está contaminado com muitas substâncias químicas que estão a afetar o desenvolvimento de vários seres vivos e nós, seres humanos, não somos exceção. Nós não vivemos num invólucro impermeável, somos autênticas «esponjas», e também fazemos parte desta cadeia», alerta Paula Vasconcelos.

Entre as substâncias químicas mais comuns e nocivas estão os metais pesados como o mercúrio e o alumínio. De acordo com a especialista, estas substâncias são «uma fonte de desregulação hormonal séria» e estão a contribuir para o aumento das doenças auto-imunes. Outra substância altamente prejudicial são os pesticidas que «criam alterações no metabolismo, condicionando a perda de peso», alerta a especialista. «Nós estamos a agredir o nosso sistema imunológico a todo o momento com estas substâncias e precisamos de reequilibrá-lo», defende Paula Vasconcelos.

A medicina «anti-aging» também atua na prevenção dos efeitos destes tóxicos, analisando o tipo de alimentação e orientado os pacientes para escolhas mais saudáveis, isentas desta contaminação ambiental. «Hoje em dia, temos de perceber que os alimentos são um «pau de dois gumes», tanto nos trazem nutrientes como tóxicos», alerta a especialista. A forte presença de imunidade no aparelho digestivo também não pode ser descurada. Cerca de 80 por cento do sistema imunitário está no nosso tubo digestivo, o que justifica o forte impacto da alimentação no sistema imunitário.

Por outro lado, de acordo com a especialista, a nossa dieta inadequada também está a afetar o funcionamento do nosso aparelho digestivo e, por consequência, do nosso sistema imunitário. «Nos últimos anos, adulterámos as regras básicas da nossa alimentação. Atualmente,comemos os mesmos alimentos o ano inteiro, independentemente de serem da época ou não, e ainda temos acesso a alimentos provenientes de outros países e continentes que não fazem parte da nossa história alimentar e que são agressivos para o nosso sistema imunitário», explica Paula Vasconcelos.

Comer de acordo com as nossas necessidades nutricionais, privilegiando os alimentos que se encontram mais próximos do seu estado natural, mas também respeitando o nosso«background» genético são regras essenciais para prevenir os efeitos agressivos da contaminação ambiental e potenciar a nossa saúde intestinal, que é essencial, quer para a nossa saúde geral, quer para a nossa longevidade.

 

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